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Polícia Federal desarticula esquema de fraudes no Seguro DPVAT em Janaúba e Jaíba

Operação “Sinistro Fantasma” revela esquema criminoso com centenas de solicitações fraudulentas, incluindo casos de adulteração grosseira de documentos.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025, a operação “Sinistro Fantasma”, visando desmantelar um esquema de fraudes no Seguro DPVAT nos municípios de Janaúba e Jaíba, no Norte de Minas Gerais. A investigação identificou a utilização de documentos falsificados para a obtenção de indenizações indevidas, resultando em prejuízos significativos ao sistema de seguro obrigatório.

Foto divulgação

As apurações tiveram início após uma denúncia da Caixa Econômica Federal, que detectou padrões suspeitos em diversos pedidos de indenização. Durante a investigação, constatou-se que um único intermediário atuava como procurador em mais de 250 solicitações, das quais 157 foram indeferidas por inconsistências documentais e 92 resultarm em pagamentos indevidos. O grupo criminoso fabricava boletins de ocorrência, laudos médicos e outros documentos para simular acidentes de trânsito inexistentes. Em muitos casos, as supostas vítimas não estavam envolvidas nos incidentes relatados, e as lesões descritas eram incompatíveis com os eventos narrados.

Entre os casos mais emblemáticos, destaca-se o de uma criança de apenas seis anos que recebeu o seguro DPVAT. No laudo médico fraudado, constava que o paciente estaria gestante, evidenciando a adulteração grosseira do documento. Outro dado alarmante é que uma mesma motocicleta foi registrada em 21 acidentes diferentes, com condutores distintos, no período de menos de um ano, sempre em circunstâncias semelhantes.

Foto divulgação

Na manhã de hoje, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo escritórios e residências nos municípios de Jaíba e Janaúba. Durante as diligências, a Polícia Federal apreendeu documentos, celulares e computadores, que poderão auxiliar na conclusão do inquérito policial. Os envolvidos poderão responder pelo crime de estelionato qualificado, com pena de até seis anos de reclusão.

Fonte: Policia Federal

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